Zona de conforto: é desta que convertemos esta relação de ódio em amor?

Há situações na vida que são importantes profissionalmente, mas aterrorizantes a nível pessoal. Aposto que já sentiste borboletas no estômago no dia de apresentação em frente à turma; que as mãos tremiam descontroladamente quando era a tua vez de tocar na audição de piano; ou que preferias comer perna de rã frita a ter de resolver uma desavença com o colega de trabalho. Uma das soluções é evitar.

O problema é que estas situações, além de desconfortáveis, são necessárias. Sim, leste bem, necessárias. E quanto mais as evitas, mais deixas passar oportunidades de crescer. Se não sairmos da nossa zona de conforto, não aprendemos nada. A derradeira questão é como saber lidar com este constante desafio.

Com honestidade, acima de tudo. Aquele gap year pensado há um ano ou mais e arrumado na gaveta? Não foi pela falta de dinheiro, porque até juntaste algum que acabou por ir para aquele telemóvel que achavas que precisavas. Não foi pelos teus pais, porque sabes que com os argumentos certos, eles te deixariam ir. Vá lá, admite que foi o receio de estar longe dos amigos e perder as memórias que vão criar sem ti. E se uma amiga te apresentasse esse mesmo receio? Se calhar não hesitavas em dizer que isso nem é um receio, é só uma desculpa! Não te boicotes.

Tens dificuldade em manter conversas triviais no escritório, mas gostavas de criar mais ligação com alguns dos teus pares? Comanda o leme. Fala sobre os temas de que mais gostas ou num espaço mais reservado, se tem mais a ver contigo. Nada como o entusiasmo natural sobre um assunto pelo qual sentimos muita paixão. Por exemplo, se queres fazer novas amizades, podes juntar-te a um pequeno clube de leitura, se os livros forem a tua cena e não te sentires à vontade em grandes eventos com muita gente. Minimiza o desconforto, mas não deixes de te pôr à prova!

E, finalmente, experimenta. Se todos nós rapidamente aconselhamos alguém a lutar por algo que irá melhorar a sua vida ou a sua passagem nela, então devemos igualmente dar esse exemplo. Quando um professor ou a tua líder de equipa te pressionam a agir, nem sempre isso tem um significado negativo. Normalmente é o reflexo do potencial que veem em ti e uma oportunidade para desenvolver novas capacidades que desconheces ter até agora. Se vais falhar? Muito, sem dúvida. Mas, de que outra forma queres evoluir como profissional e como pessoa? Afinal, a evolução está no aceitar que a falha, além de inevitável, é essencial. Faz parte do processo.

E mesmo que te sintas inútil perante situações que te levam para lá da tua zona de conforto, acredita que tens muito mais poder sobre elas do que pensas. A Gap Year Portugal está cá para te lembrar disso todos os dias. Só tens de acreditar! Mantém a honestidade, comanda o leme e experimenta. A nossa equipa de apoio ao gapper não se cansa de repetir: por mais que a jornada seja atribulada, um gapper nunca, mas nunca se arrepende de ir.

Andreia Prino Pires

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