Novo ano, nova geração

A primeira vez que ouvi falar da Gap Year Portugal foi na AIESEC. Estranho, talvez? Não o diria já que estas associações possuem inúmeros valores em comum, embora a história de cada uma seja bem diferente.

Enquanto tirava a minha licenciatura, dediquei uma boa parte do meu tempo à AIESEC. Estive lá apenas um ano a trabalhar, mas foi aí que tive o meu primeiro contacto com a Associação Gap Year Portugal (AGYP), ao conhecer uma pessoa que repartia o seu tempo entre as duas organizações.

Sim, admito…Na altura não procurei saber mais sobre a AGYP, mas três anos mais tarde, tudo mudou.

Há um ano dei de caras com uma publicação da AGYP no instagram. Remetiam-nos para uma grande novidade: o recrutamento estava aberto. Claro que a curiosidade fez-me ir cuscar o website e percebi que os departamentos de Storytelling e Relações Públicas (atualmente chamado de Eventos) seriam as opções mais interessantes para mim.

Numa época em que com 21 anos tinha decidido sair de casa dos meus pais e ser 100% independente financeiramente, fazia todo o sentido investir o meu tempo em algo que me fizesse bem, que me fizesse crescer ou, até mesmo, que me distraísse dos meus problemas mundanos. Cheguei a ponderar fazer kickboxing ou teatro nos meus tempos livres, por exemplo. Contudo, nenhuma destas ideias pegou tão bem como a ideia de entrar para a AGYP.

O processo inclui o envio do CV, a escrita de uma carta de motivação, uma dinâmica de grupo e uma entrevista presencial. Recordo-me de ter saído da entrevista a achar que tinha corrido pessimamente… No entanto, uns dias mais tarde, lá estava eu no fim-de-semana de integração da Gap Year Portugal como uma das novas colaboradoras da equipa de Storytelling.

Olhando para trás, vejo o quanto evolui, o quanto esta organização me ajudou a perceber melhor o que pretendia do meu futuro académico e a família fantástica que ganhei durante este último ano.

Por exemplo, quando entrei em Storytelling, estava indecisa se, no próximo ano, havia de fazer mestrado (em pós-laboral) em Comunicação, Marketing ou até mesmo em Relações Públicas. Contudo, após alguns meses de trabalho no departamento de Comunicação desta associação (do qual a equipa de Storytelling faz parte), apercebi-me que escrever era uma paixão e o bichinho pela área de Marketing era inevitável. Por isso, acabei por moldar o meu futuro tendo também em conta a minha experiência na AGYP. Hoje sei que fiz a escolha certa e, depois de muitas voltas, está confirmado: este ano letivo estou a fazer uma pós-graduação em Digital Marketing.

Para além disso, tive a oportunidade de ser coordenadora de uma das equipas da Gap Year Portugal. As minhas meninas serão sempre uma parte muito importante do meu percurso aqui. A Helena entrou na organização na mesma altura que eu e foi, no passado mês, para Santiago de Compostela para concretizar o seu sonho de, um dia, ser médica. A Joana é, não só a atual coordenadora da equipa de Storytelling, como também decidiu prosseguir os estudos em marketing na mesma universidade em que estou inscrita. E a Marta vai ter um ano em grande já que vai dividir o seu ano de Erasmus entre as cidades de Praga e Glasgow.

Contudo, em junho deste ano, anunciei na AGYP que iria sair da organização mal iniciasse as aulas na faculdade. Entre trabalhar a full-time e ter aulas à noite, bem sei que não me restaria muito tempo para mais…

Porém, a duas semanas de iniciar as aulas, voltei atrás na minha decisão. A ideia de sair desta excelente equipa assombrava-me a mente. Por isso, reconsiderei todos os prós e contras, e cheguei mesmo a pedir a opinião a alguns amigos e todos me diziam o mesmo: “Porque não? Segue o teu coração”.

A Gap Year Portugal foi a minha âncora numa fase mais perdida da minha vida. Fez-me aprender, crescer e evoluir. Fez-me querer ser melhor e a desafiar-me ainda mais que o normal. E hoje sei que nada está mais certo do que ficar e ajudar a nova geração AGYP, acabadinha de chegar, a crescer.

Escrito por Nicole Mota

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