À boleia até Marrocos

Estou num comboio rumo a Tânger, estou rodeada de marroquinos, ao meu lado um está um pai que atentamente ajuda a filha com os seus deveres escolares.
Pela janela vejo as montanhas e o sol que por elas se esconde.
O tempo desta viagem passou a voar e dou por mim a querer ficar mais tempo, a querer observar mais, saber mais, sentir mais.

Voltar é tão ou mais difícil que partir.
Voltar é saber o que nos espera, é regressar às origens, porém mais sábia, mais vivida e com mais histórias para contar.
Marrocos para mim foram pessoas, cheiros, comidas, amigos, cores, negócios, paisagens, cultura, religião e olhares.
Marrocos é perder a conta de quantas vezes perguntam se quero casar, é saber negociar e fazer os comerciantes correrem atrás de nós, é ser paciente porque, ao fim e ao cabo, estamos em África, é ouvir o chamamento da reza 5 vezes ao dia, é respeitar a cultura e os hábitos, é comer Arira, Tajin e couscous às sextas-feiras, é beber chá a toda a hora e de preferência cumprir a receita bérber.
É saber ter cuidado em confiar e que o primeiro preço nunca é o verdadeiro, é observar as dunas do Saara e sentir o cheiro do deserto, é andar de camelo e dormir sobre o céu estrelado. É fazer uma tatuagem Henna e ouvir ritmos árabes e dançar e a bater palmas.
É saudar (Salam Malecum) e agradecer (Shukran).’’

Marrocos foi viver, dar e receber. Foi perceber que viajar sozinha tem tudo para dar certo.

Hoje partilho com vocês o vídeo da minha viagem que, em parte, também é vossa, porque é através dos meus olhos, da minha experiência que percorrem o meu mundo e a viagem que é a minha vida.

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Marta Geadas Durán (Boleias da Marta)
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