#3 Meet The Team: Mariana Domingues

A rubrica que te dá a conhecer a fantástica equipa da Gap Year Portugal (AGYP) está de volta! Hoje partilhamos contigo a história da Mariana Domingues. Uma lisboeta de 19 anos que há um ano atrás decidiu arriscar e candidatar-se à nossa associação.

Acabou o secundário e concorreu a enfermagem na ESEL, mas o destino pregou-lhe uma partida e encarregou-se de fazê-la questionar todos os seus planos. Não entrou no curso que queria e, por isso, ficou um ano a fazer melhorias de notas. Contudo, também foi nesta altura que, em outubro de 2018, se candidatou à AGYP e assumiu um cargo relevante no departamento de Recursos Humanos (RH).

Ao longo deste ano, apercebeu-se que o que realmente desejava era ajudar os outros e a relação que desenvolvia com as pessoas à sua volta. Como tal, decidiu tentar a sua sorte no curso de Gestão de Recursos Humanos e, embora enfermagem seja um curso interessante, afirma que não gosta o suficiente para “ser capaz de o fazer para o resto da sua vida”.

1 – Porque é que entraste a Gap Year Portugal?

A primeira vez que ouvi falar da AGYP foi na Futurália em 2018 (…) Entretanto, nesse verão, fiz a minha candidatura ao Ensino Superior. Coloquei apenas uma opção – enfermagem na ESEL. Na altura, tinha todas as certezas de que era absolutamente isso que eu queria. Por isso, para mim não fazia sentido ir para um curso que fosse uma segunda escolha, mas, tal como eu já esperava, não entrei por menos de 1 décima. Decidi ver isso como “Se não entrei, é porque não tinha que entrar. Agora vou arranjar uma forma de tornar isto em algo positivo” (…) Queria manter-me ocupada e, acima de tudo, queria crescer e sentir-me desafiada.

Para além disso, foi curiosamente nesta altura que recebi um mail da AGYP a anunciar a sua campanha de recrutamento. E, apesar das expectativas serem muito baixas (por ser muito nova e não ter qualquer tipo de experiência profissional), enviei a minha carta de motivação e o meu CV. Acho que me candidatei um bocadinho numa de “porque não?”, mas sem qualquer esperança de que fosse realmente entrar. No entanto, um ano depois, cá estou eu.

2 – Que função desempenhas na associação?

Tinha os meus 18 anos acabadinhos de fazer quando entrei para a equipa (…) Não tinha qualquer tipo de experiência, muito menos nesta área. E entrar na AGYP fez com que eu experimentasse algo em que em mais lado nenhum seria possível: aos 18 anos, fazia parte de um departamento de recursos humanos e trabalhava com tudo o que isso envolvia. Acho que simplesmente percebi a oportunidade que tinha à minha frente, e aproveitei-a ao máximo. Cresci imenso, tanto a nível pessoal como profissional.

3 – Qual foi o momento mais desafiante na associação?

Não considero que tenha tido algum momento “menos bom” na associação. Tive momentos desafiantes, dias cansativos e alturas em que tive de respirar bem fundo. Todos eles foram fases de aprendizagem e crescimento.

Contudo, respondendo à questão, sem dúvida que o momento mais desafiante para mim foi ter estado muito presente na organização do Gap Year Summit (…) fiquei mais responsável por orientar toda a logística da equipa: transporte, alojamento, alimentação, horários e distribuição de tarefas… Enfim, tudo o que estivesse relacionado com a organização dos quase 50 membros da equipa!

4 – De que forma é que o facto de não teres ido para a universidade mudou a tua vida?

Mudou muita coisa. Quando decidi não ir para a faculdade, acho que foi a primeira vez que senti verdadeiramente o impacto das minhas decisões. (É importante dizer que, depois de não ter entrado em 1ª fase, optei por não me candidatar à 2ª fase. E, caso me tivesse candidatado, teria entrado). Foi uma decisão minha e com a qual nem toda a gente concordou.

O facto de ter tomado esta decisão, implicou com muitas outras. Por exemplo, a minha candidatura à AGYP. Muito possivelmente, se tivesse entrado na faculdade, nunca me teria candidatado. E, com o facto de ter entrado para a AGYP, percebi o quanto adoro a área de recursos humanos. E isso fez com que mudasse de ideias em relação ao curso que quero tirar.

A nível de personalidade: acho que me fez crescer e me deu a “estaleca” que me faltava. Frequentei uma escola secundária em que “todas as pessoas eram iguais”, e não de uma forma positiva. Digo isto no sentido de que, tudo o que fosse fora dos padrões “normais”, era estranho e mau. Portanto, qualquer tipo de ideia revolucionária, pensamento fora da caixa ou vontade de ser diferente, era reprovada. Contudo, nunca liguei muito a isso. Era o tipo de miúda que ia para a escola com casacos de brilhantes e calças à boca de sino e não estava preocupada com as opiniões alheias. (…) este meio limitava-me um bocadinho os horizontes, e acho que sair do secundário e não ir diretamente para a faculdade foi muito importante para perceber que existe muito mais mundo para além deste.

Por outro lado, serviu também para eu compreender que nem todos temos de ter o mesmo percurso. Nem todos temos de ir logo para a faculdade. Nem todos temos os mesmos objetivos. E nem todos os vamos alcançar da mesma forma. Vivemos  num mundo em que estamos constantemente a comparar-nos: com os outros, connosco, com informações fictícias que lemos na internet… E é tão bom ter percebido que não tenho de me comparar com ninguém. Tenho os meus próprios objetivos e o meu timing. Não preciso de corresponder aos “padrões” de ninguém.  Portanto, se voltasse atrás no tempo, teria tomado exatamente a mesma decisão, sem hesitar!

5 – Que três conselhos darias a alguém que se quer candidatar à AGYP?

 

DEDICAÇÃO

Dêem 200% de vocês próprios! Cada vez mais tenho a certeza de que quanto mais damos à AGYP, mais a AGYP nos dá a nós. Envolvam-se no projeto, na equipa, na magia que é a AGYP. Dediquem-se a isto de corpo e alma porque só desta forma é que vão verdadeiramente sentir o incrível que é esta equipa e só assim vão sentir o impacto que estão a criar.

 

DISPONIBILIDADE

Para a aventura, para o crescimento, para a aprendizagem… Estejam disponíveis para toda a experiência que é ser AGYPer. Seja para ir a uma reunião importante, ter brainstormings intermináveis ou só para estar 2 horas na sede a cortar manjericos de cartolina na véspera dos Santos Populares. Seja o que for, aceitem o desafio! Prometo que vai compensar. Onde os outros veem problemas, vejam soluções. Tenham muita vontade de aprender e de expandir os vossos horizontes. Queiram muito isto. Sem “mas”.

 

PROATIVIDADE

Não se limitem apenas ao que é o “vosso trabalho”.  Tenham muita vontade de fazer mais, de pôr as mãos na massa! Sejam ambiciosos e queiram sempre sempre mais. Porque se quiserem muito, conseguem. Têm com vocês uma equipa que voa e vos faz voar. Porque a Gap Year Portugal é isto mesmo: um mundo de oportunidades para quem as souber aproveitar. Isto, e muito mais.

Por isso, o meu conselho é este mesmo: dediquem-se à Gap Year Portugal e vão receber um mundo de volta. Estejam disponíveis para abraçar a experiência incrível que é fazer parte desta equipa. Pensem fora da caixa, vão mais além, sonhem e concretizem. Assim, prometo-vos que vão gostar tanto disto como eu.

Escrito por Nicole Mota

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