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Mãe, Pai, quero fazer um gap year

Na hora de planear o gap year, sugem sempre muitas dúvidas e problemas, sendo que um deles é, frequentemente, conseguir convencer os pais. Damos-te algumas dicas que podem ser úteis para que eles entendam a importância que este ano de pausa pode ter na tua vida.

  • Planear, planear e planear

Há quem pense que um gap year não deve ser muito planeado: voos comprados e um passaporte bastam, o resto decide-se pelo caminho. Mas, no que toca a um projecto desta dimensão, o planeamento pode ser realmente necessário. Ninguém pode dizer que não a um projecto delineado consoante a tua vontade e aquilo que necessitas. Estuda os meios de transporte, vê os alojamentos, cria tabelas com as despesas prováveis, tudo para que demonstres o teu interesse na viagem.

  • Mostra que vais estar bem

A saúde e a segurança em viagem são dois pontos fulcrais do teu gap year. Acidentes e perdas de documentos são cenários possíveis, ainda que os queiramos evitar. Obviamente, não podemos prever todos os incidentes da nossa viagem, mas há algumas coisas que podemos prevenir, ainda em casa: ter aulas de defesa pessoal ou artes marciais, fazer cópias do passaporte (tê-lo digitalizado no telemóvel pode ser uma ideia) e, sobretudo, investir num seguro de viagem (descobre como obter um desconto nos seguros Iati aqui).

  • Pesquisar para prosperar

Ideias de fazer voluntariado? Óptimo! Primeiro passo? Fazer uma pesquisa (de preferência alargada!) de organizações que desenvolvam projectos com os quais te identificas e que sejam bons para a comunidade em que estão inseridos. Infelizmente, nem todas as oportunidades de voluntariado geram tantos benefícios quanto pensamos. Para auxiliar nesta escolha e evitar constrangimentos, está em desenvolvimento a Plataforma de Voluntariado Internacional (procura mais aqui).

 

  • Trabalhar para viajar

Um dos maiores preconceitos acerca de um gap year é que só os ricos o podem fazer. Isto é FALSO! A maioria dos gappers trabalha antes ou até durante a viagem para poder pagar as suas despesas. O aconselhável é trabalhar durante alguns meses antes de partir. E se mesmo assim faltar dinheiro, nem tudo está perdido! Há muitos locais que oferecem alojamento em troca de trabalho. Nesta era tecnológica, o que não falta são plataformas como a workaway.info para te auxiliarem nesta necessidade. Ou então, podes incluir tempo de trabalho como parte da tua viagem. É uma possibilidade bastante enriquecedora para o teu currículo!

 

  • Mantém-te em contacto

Nos dias que correm, estar incontactável é praticamente impossível mas, ainda assim, pode acontecer. Faz sentido que te informes sobre o custo das chamadas no teu destino. Se achares necessário, podes investir num cartão de telecomunicações que te permita falares com alguém que esteja do outro lado do mundo. Há, ainda, quem crie páginas onde possa relatar a sua vivência e os acontecimentos do dia a dia.

 

Não existe uma fórmula mágica para que possas convencer os teus pais. Cada pessoa vê o mundo à sua maneira, que pode não coincidir com a nossa visão das coisas. Há certas decisões que levam tempo a ser tomadas e ideias que precisam de amadurecer. Ouvir um “não” duas ou três vezes não implica que essa será a resposta para sempre. Aceita a opinião dos teus pais, mas não te deixes reger unicamente por ela: é da tua vida que estamos a falar, podes vivê-la como achares que faz mais sentido. De uma forma ou de outra, a Gap Year Portugal estará sempre disponível para te auxiliar nos momentos de dúvida e, até, para reunir  com os teus pais, se necessário.

 

Helena Fonseca

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