Web Summit: O futuro é português

Pelo terceiro ano consecutivo, Portugal recebeu em Lisboa a maior conferência internacional de empreendedorismo, tecnologia e inovação: a Web Summit. Na semana passada, entre 5 e 8 de novembro, mais uma vez o Altice Arena/FIL foi o local escolhido para poder contar com cerca de 70 mil participantes de 160 países diferentes. Mais de 1.800 startups e mais de 1.500 investidores marcaram presença neste evento.

A Web Summit foi fundada por Paddy Cosgrave, em 2010, juntamente com Daire Hickey e David Kelly. O que começou por ser uma equipa de apenas 3 pessoas, rapidamente se transformou numa empresa que conta, atualmente, com mais de 150 colaboradores.

As primeiras cinco edições foram em Dublin, na Irlanda. Contudo, em 2016, o governo português garantiu que Lisboa receberia a famosa conferência durante três anos seguidos. Por isso, durante a edição deste ano, a especulação aumentou sobre qual seria a futura cidade europeia a representar este mesmo evento. A disputa esteve também entre Madrid, Valência e Berlim. Porém, os esforços de manter a Web Summit em Lisboa foram bem-sucedidos, uma vez que a atual parceria foi renovada por mais 10 anos.

O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, confirmou que o investimento para a Web Summit é de 11 milhões de euros por ano. Ou seja, esta proposta custará ao governo 110 milhões, mas garante uma década de permanência da conferência em território lusitano. E embora o investimento pareça elevado, o retorno é muito maior. Por exemplo, só em 2017, o impacto deste evento na nossa economia foi estimado em 300 milhões de euros, apenas em turismo e serviços associados.

Por isso, se não associas este evento a viagens, pensa outra vez. Empresas como a Booking participaram e dinamizaram o evento, houve talks sobre o futuro do turismo, e a ligação entre o turismo e a inteligência artificial mostraram que a relação entre a tecnologia e as viagens é cada vez mais forte. E, claro, são múltiplas as startups ligadas a esta área que marcaram presença nos pavilhões da FIL.

Para além disso, só em 2016, a Web Summit contou com mais de 2.500 voluntários de todas as idades. E neste ano foram disponibilizados 10.000 bilhetes a 7,5€ para jovens entre os 16 e os 23 anos, evidenciando a aposta do evento em atrair o público mais jovem.

Também o primeiro-ministro, António Costa, e o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, demonstraram-se fãs deste negócio, salientando o facto de ser “um passo decisivo para Portugal ser a capital do empreendedorismo”. Os próximos anos serão marcados pelo crescimento do investimento em Tecnologias de Informação e do emprego na capital portuguesa.

Para além disso, o próprio presidente, Marcelo Rebelo de Sousa, falou ao público no último dia da conferência, deixando alguns desafios para o próximo ano: tornar o evento diferente, mas melhor comparativamente as edições anteriores; fazer com que a era digital sirva e englobe as comunidades; e deixou claro que o “digital is about freedom, open societies, about dialogue and tolerance” e, como tal, deveremos trabalhar em conjunto para que a tecnologia e o empreendedorismo ajudem a passar essa mesma mensagem na sociedade.

Em 2019, entre 4 e 7 de novembro, a Web Summit regressa a Lisboa com mais uma oportunidade de mostrar Portugal ao mundo. Vais estar por lá?

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