Uma sala de aula no mar? Conhece a School At Sea

  • Olá, Madalena! Porque não começas por nos falar um bocadinho sobre ti?

O meu nome é Madalena Oliveira. Tenho 14 anos, estou no 9o ano de escolaridade e vivo em Sintra, em Almoçageme com os meus pais e os meus 3 irmãos mais novos.

Ler, desenhar e escrever são os meus passatempos favoritos. Também gosto muito de passear ao ar livre e de explorar novos lugares.

Nasci em Sintra, onde vivi até aos 7 anos. Quando eu tinha 7 anos, eu e a minha família mudámo-nos para os Açores, para a ilha Terceira, onde vivi durante 3 anos. Na ilha Terceira tive aulas de vela e de mergulho e juntei-me a um grupo de teatro.

Mais tarde, quando regressei a Portugal Continental, com 10 anos, estive 2 anos em Ensino Doméstico, o 5º e o 6º ano de escolaridade.

Estes dois anos foram uma experiência muito útil e positiva, agora sei que consigo aprender sozinha, com algum apoio, mas sem assistir a aulas.

No final do 6º ano, decidi regressar à escola, onde continuei até agora.

Agora, no 9º ano, descobri este projecto fantástico no qual quero mesmo muito participar!

  • Como tiveste conhecimento do projeto “School At Sea”?

Tive conhecimento do projecto “School at Sea” através da Júlia e da Emília, duas irmãs que conheci quando vivi na ilha Terceira e ambas participaram no School at Sea. A Júlia no ano lectivo de 2015-2016 e a Emília este ano, 2016-2017.

Eu segui as viagens, tanto da Júlia como da Emília, através do Facebook e dos blogs delas e fiquei cada vez com mais vontade de participar neste programa.

O Regina Maris

  • Explica-nos em que consiste o projeto.

O “School at Sea” é um projecto holandês, organizado pela School at Sea Foundation, em que 34 alunos entre os 14 e os 17 anos vivem durante seis meses a bordo do Regina Maris, um veleiro de 48 metros que parte de Amsterdão, navega até às Caraíbas e regressa, fazendo imensas paragens por três continentes.

Em cada uma destas paragens, os alunos exploram o novo lugar que estão a visitar e conhecem as pessoas que lá habitam, a língua que lá se fala, a cultura, o clima e os hábitos dessa população e aprendem imensas coisas novas!

Durante estes seis meses a bordo do Regina Maris, os alunos estudam sozinhos aquilo que trazem das suas escolas de origem, que é exactamente o mesmo que os seus colegas em terra estão a estudar. Há alguns professores a bordo para os ajudarem, mas o estudo é maioritariamente autónomo.

Durante esta transformadora viagem os alunos têm a oportunidade de conciliar a escola com a vida a bordo de um navio e com a descoberta de novas culturas, pessoas, línguas e lugares.
O “School at Sea” é um projecto inovador que vai, com certeza, mudar a minha visão do mundo e ajudar-me a crescer como pessoa.

O percurso do School At Sea

  • Porque tiveste vontade de quebrar com o caminho académico tradicional e tentar ter vaga neste projeto?

Em primeiro lugar, penso que interromper o meu caminho na escola tradicional durante seis meses não significa rigorosamente “quebrar com o caminho”, no entanto, a verdade é que não me identifico muito com o método de ensino praticado maioritariamente nas nossas escolas. Acredito que o ensino feito com um professor sozinho numa sala de aula com mais de 20 alunos, todos supostamente a prestar-lhe atenção, não é adequado à forma como somos educados hoje fora da escola nem ao tipo de vida que teremos no futuro. Interromper esse caminho é mais uma consequência da vontade que tenho de participar neste programa do que um objectivo em si. Mas é provavelmente uma das principais vantagens.

 

  • Qual foi a reacção dos teus pais?

Os meus pais apoiaram-me desde o início nesta decisão e têm sido uma grande ajuda para eu ser capaz de realizar este grande sonho!

  • O que esperas ganhar com estes meses diferentes?

Eu sei que um projecto desta dimensão vai com certeza provocar uma grande transformação na pessoa que eu sou hoje.

Acredito que ao ver todos estes novos lugares, culturas, línguas e pessoas diferentes, vou ganhar uma nova visão do mundo.

Acredito também que ao fazer parte de uma equipa cheia de pessoas e formas de estar diferentes, vou provavelmente crescer como pessoa e tornar-me mais aberta e resiliente.
Este programa é uma oportunidade única e com certeza será uma experiencia inesquecível.

Eu quero muito ganhar esta fantástica experiência de vida que me dará uma visão alargada do mundo e fará de mim uma pessoa melhor.

  • Quando começas a viagem e o que é que ainda tens de fazer?

 A viagem começa em Outubro, ainda não sei o dia exacto. Assim, tenho de conseguir reunir o valor que preciso até Junho, ser seleccionada para participar e, em conjunto com a escola, arranjar uma forma legal de eu me ausentar durante 6 meses. Em Junho vai haver um fim-de-semana de selecção na Holanda, em Amsterdão, com todos os alunos que se candidataram para participarem, em que serão efectuadas algumas actividades de Team Building, e onde conhecerei todos os alunos que, tal como eu, têm o sonho de participar neste programa.

Mais tarde, se eu conseguir reunir o valor que preciso e for seleccionada, embarcarei no Regina Maris para viver esta enorme aventura!

O Regina Maris
  • Como é que te podemos ajudar a tornar este sonho em realidade?

 O aspecto mais importante para que este sonho se torne realidade é reunir o valor necessário para participar.

Para eu conseguir reunir este valor elevado preciso da ajuda de muitas pessoas.

Podem ajudar-me de várias formas:
Para pessoas individuais que estejam interessadas em apoiar-me, podem fazer um donativo na página da tripulação do meu site em: http://madatsea.weebly.com/tripulaccedilatildeo.html
Tenho também estado a contactar empresas com o objectivo de pedir patrocínios. Assim, se souberem de alguma empresa que possa estar interessada em apoiar-me, agradecia muito que me informassem.
Para quem não me pode ajudar de nenhuma das formas acima, agradecia muito que partilhassem o meu site, porque quantas mais pessoas souberem do meu projecto, mais possibilidades vou ter de receber apoio.

  • O que pretendes fazer quando regressares?

Eu acredito que esta experiência vai ser tão transformadora que não consigo prever o que vou pretender fazer quando regressar, mas provavelmente retomarei à escola tradicional, embora, com certeza, com um grau de exigência diferente do que tenho hoje, e cheia de vontade de melhorar o que sei que não está bem. Eu acredito que o mundo precisa de transformação.

Programas como o School at Sea promovem pessoas empreendedoras e com energia para a mudança.
Espero conseguir fazer parte desta transformação.

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