Erasmus: viver na Eslovénia

A Inês tem 21 anos e voltou há 1 ano de uma das maiores experiências da sua vida: o Erasmus. É estudante de Ciências da Comunicação na Universidade do Minho e gosta de partir à descoberta, conhecer e dar a conhecer. Como o vizinho diz: “tu darias uma boa guia turística”.
No futuro tenciona ser jornalista e, quem sabe, investigadora de profissão. Entre política, economia e desporto, gostaria de poder enveredar por uma destas áreas.

  • Onde fizeste Erasmus e porque é que escolheste esse sítio?

Fiz Erasmus em Maribor, na Eslovénia. Escolhi este destino porque queria ter uma experiência completamente diferente, num país com uma cultura diferente à portuguesa, com um clima também ele diferente, e bem localizado, para poder viajar. O facto de ser um país com um custo de vida acessível também foi um impulso para a decisão.

Igreja principal de Maribor, localizada no centro da cidade
  • Quais foram as tuas grandes dificuldades antes da partida?

Sinceramente, não tive dificuldades de maior. Consegui tratar de toda a documentação e ter alojamento com alguma facilidade e rapidez.

  • Como foi a tua experiência com o alojamento?

Foi espectacular. O ambiente era muito bom, digno de uma residência estudantil. Tratei de toda a burocracia antes de ir para Maribor, sem qualquer interferência da faculdade. Fiquei numa residência de estudantes de Erasmus e o objetivo inicial seria ficar num quarto individual. No entanto, quando entrei em contacto com os responsáveis da residência, já não havia quartos individuais disponíveis, pelo que decidi ficar num quarto partilhado. Vivi com a Medhia, uma estudante proveniente da Turquia, com a qual mantenho laços de amizade.

Frutarias ambulantes no centro da cidade – quase todos os dias da semana há feiras grastronómicas
  • Como comparas o ensino de lá com o português?

O ensino é completamente distinto, muito mais autodidata. Apesar de não ter aberto uma turma em inglês para os alunos de Erasmus (eramos apenas 8), tínhamos muitos trabalhos para fazer de investigação e, no final, tivemos de apresentar à turma eslovena dessa cadeira. Nas disciplinas práticas também eras obrigado aprender a manusear os programas sozinho, uma vez que não tinhas as aulas teóricas nas quais pudesses aprender os princípios básicos. Essas aulas eram em esloveno e os alunos Erasmus estavam dispensados de as frequentar. Em termos de dificuldade acho difícil de haver comparação, porque é um modelo disitinto ao português, mas agrega as suas vicissitudes.

  • Qual a melhor maneira de te deslocares dentro da cidade?

A cidade é muito pequena, pelo que conseguia andar a pé para todo o lado. Apenas usei o autocarro caso quisesse ir às instâncias de sky, ou a outras zonas fora da cidade.

  • Como geriste o teu dinheiro enquanto lá estiveste?

Dado que é um país com um nível de vida semelhante ao português e graças também a uma bolsa recebida no âmbito do protocolo de Erasmus, não tive grandes preocupações com poupanças em dinheiro. Os estudantes na Eslovénia tinham acesso a um pacote de 20 e tal senhas por mês, com os quais poderias ir a vários restaurantes do país e obteres entre uma refeição completamente gratuita ou pagar no máximo 4 euros por ela (dependeria do restaurante escolhido). Estes cupons permitiam poupar algum dinheiro na alimentação que depois puderam ser usados em viagens.

  • Muitas pessoas aproveitam o Erasmus para conhecerem outros sítios. Por onde viajaste enquanto aí estiveste?

Tive oportunidade por ir várias vezes a Ljibliana (capital da Eslovénia) e conhecer as regiões à sua volta. Fui a Veneza (Itália), Budapeste (Hungria), Salzburgo, Hallstat, Viena (Aústria), Praga (República Checa) e Belgrado (Sérvia).

Lago Bled, uma das maiores referências turísticas da Eslovénia
  • Quais foram as tuas maiores dificuldades lá?

Talvez a maior dificuldade sentida tivesse sido a língua, o esloveno. Mas, felizmente, os eslovenos tinham um bom nível de inglês, pelo que facilitava o processo de comunicação.

  • Como caracterizas as pessoas e a cidade?

Acolhedoras, simpáticas, uma população jovem com espírito aberto, civilizado, social e, de certa forma, familiar. A cidade é espetacular em diferentes domínios: tem um clima muito agradável (chovia muito pouco, apesar do frio), uma cidade limpa, bonita, com muita vida e carregada de espaços verdes.

Centro de Ljubljana
  • O que ver/fazer fora do circuito turístico?

Tens muitas opções a esse nível.

  • Como é a vida nocturna?

Em Maribor, tens duas ou três discotecas principais. As pessoas jantam relativamente cedo (entre as 18 horas e as 19 horas) e às 22 horas já começam a encher as discotecas e por lá ficam até 2/3 horas da manhã. Antes de irem para a discoteca, também é frequente irem a algum bar onde convivem e bebem uns cocktails. No final da noite existe (sempre) uma Pekarna (padaria, em esloveno) aberta, onde as pessoas vão recuperar energias com pizzas, por exemplo.

  • E para todos os estudantes que nos lêem, tens alguma sugestão de coisas/sítios baratos ou até gratuitos?

Neste momento não tenho nomes na minha memória que possa partilhar, mas facilmente encontram esse tipo de sítios no centro de Maribor: há muita variedade e com bons preços.

  • Conta-nos a tua melhor história maluca/divertida/espontânea que caracterize o espírito do Erasmus?

(neste momento não me estou a recordar de algo distintivo, mas se quiserem posso depois responder a esta pergunta)

  • Baseado na tua experiência, recomendarias esta cidade para fazer Erasmus?

Sem dúvida alguma recomendo. Adoraria poder voltar a fazer tudo outra vez. Acho que isto siginifica alguma coisa 🙂

2 thoughts on “Erasmus: viver na Eslovénia

  1. Olá!
    Eu estou a ponderar fazer um estágio em Maribor, e gostaria de colocar algumas questões e pedir algumas opiniões diretamente à Inês se fosse possível! Questões relacionadas com o alojamento e que trajeto optou por fazer para chegar à cidade.

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