O México que se sente!

No México eu voltei a colecionar casas. Voltei a encontrar os amigos que tinha deixado na América do Sul. Conheci novos que ficaram no meu coração. Com a sua hospitalidade, o seu carinho, a sua disponibilidade. No México, eu aprendi o quanto o mundo ainda é injusto e a bolha perfeita que é o nosso Portugal, a nossa Europa ocidental.

O México é feito de sabores, de cores e sensações. Das gentes mais alegres e mais barulhentas. Das lendas e das histórias e de todas as paisagens que te deixam de boca aberta e olhos esbugalhados. Dos cheiros intensos dos mercados e do picante na comida (e bebida!). este país é feito de um povo incrível, que luta, todos os dias, por melhores oportunidades. Por um futuro.

O México não é só a Riviera Maya e Chichén Itza. Não é só um destino de férias de “resort-com-tudo-incluído” e o corpo estendido nas praias de areia branca de Tulum durante a semana inteira, ou das  noites de festa em Playa del Carmen, ou ainda  do surf em Puerto Escondido.

O México é o desafiar de todos os teus sentidos. As comidas nos mercados, os pequenos almoços a comer chilaquiles ou a experimentar um atole (que sabe horrivelmente!). O deixar-de-ser-picuinhas e experimentar. Os caminhos por estradas sinuosas que te fazem encontrar locais mágicos. As estradas que sobem e descem e os autocarros de segunda classe (porque dificilmente há dinheiro para os outros). As calendas em Oaxaca e o Mezcal artesanal. As lagoas escondidas e os mergulhos em cenotes pouco conhecidos. As conversas com os miúdos que  passeiam com os  pés descalços, e sabem o que é a verdadeira felicidade. As tradições religiosas e as festas dos quinze anos. Os tacos dorados e os melhores museus em que eu já estive. Os vestidos de “graduación” e a cultura do cinema.

O México são as “mañanitas” cantadas numa surpresa ao que “cumple años!”; os mariachi, as lendas, os deuses e os rituais, as mil e uma ruínas que se estendem a todos os estados.

O México foi a casa que eu ganhei à distância, através das suas pessoas. Foi a casa que eu, finalmente, consegui visitar em sete semanas. É um dos lugares que, agora, mais representa a palavra “saudade”, essa que não tem tradução!

O verdadeiro México ainda é um segredo por descobrir. Gostava de partilhá-lo convosco se me quiserem seguir na leitura!

Até já!!!

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Ana João

A vontade de correr o mundo acompanha esta bracarense desde pequenina. Independente, curiosa e com uma enorme sede de aprender, já percorreu a Europa de autocaravana. Apaixonada por viagens, livros e arte, frequenta o 4 ano do curso Mestrado Integrado em Arquitetura da FAUP e, paralelamente, um curso de Italiano. Juntou-se à AGYP com vontade de fazer chegar o " mundo dos viajantes" a todos os jovens (de espírito e alma).

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