Gap Year na Islândia – As nossas vidas deram uma volta de 180 graus quando chegamos à ilha nórdica e isolada

Recomendamos a experiência a todos aqueles que estão à procura de algo novo e desafiante.

Com o objetivo de crescerem como pessoas e profissionais, conhecerem novos países e culturas, Cláudia e Miguel decidiram viajar para a Islândia depois de acabarem a universidade.

“Uma viagem que iniciou em maio de 2016 e que termina em julho de 2017. Uma experiência enfeitada de glaciares intermináveis, icebergues azuis, cascatas sumptuosas, verões de verde intenso e sem noite, água pura, quilómetros repletos de nada, águas quentes naturais rodeadas de montanhas com terra multicolor, o avião em ruínas abandonado nas praias de areia preta, crateras de vulcões extintos, lava e fogo incandescente adormecido, nascentes eruptivas, placas tectónicas em Thingvellir que produzem o encontro direto entre a América e a Europa, longos invernos brancos, escuros e com um céu pincelado de auroras, o elefante gigante que emerge do mar na ilha Heimaey, o possível avistamento dos animais mais graciosos (puffins; baleias; raposas albinas; ovelhas; cavalos; etc…) que na Islândia habitam, snow-mobiling no glaciar de Langjokull; em fim, tanto… as paisagens islandesas desmistificam a beleza da obra mestre de Jules Verne, Viagem ao Centro da Terra.

Aurora Bureal

As nossas vidas deram uma volta de 180 graus quando chegamos à ilha nórdica e isolada. Tudo é diferente! As arquiteturas são descomplicadas, pouco refinadas e a vasta e preservada natureza mostram uma filosofia cultural de simplicidade, paz e serenidade. O tempo de repouso é tanto que, em menos de um mês, as nossas ideias e objetivos de futuro ficaram mais esclarecidos. É sem dúvida o lugar perfeito para meditar e se redescobrir a si próprio.

A Islândia tem um povo muito unido, despretensioso, orgulhoso da sua cultura e muito inteligente na hora de a vender. São bons estrategas e conseguem improvisar com uma naturalidade que quase parece combinada. Para nós, “control freaks“, é uma grande lição que nos ensina a gerir as coisas com mais calma e não ceder à pressão.

Em relação ao ambiente de trabalho, tivemos a sorte de encontrar uma enorme variedade de culturas diferentes, entre elas: romenos, eslovacos, checos, húngaros, búlgaros, italianos, russos, argentinos, suecos e muitas outras. Além disso, as nossas funções laborais são 90% do tempo em contacto com clientes de todos os cantos do mundo, pelo que se tornou muito fácil evoluir a nossa fluência a nível do inglês e também, muito importante, a nossa capacidade de comunicação.

Lagoa Azul

No mês de junho, eu e o Miguel fizemos uma road-trip pelo Sul da Islândia. Podemos dizer que foi uma viagem sem destino e na qual rimos muito, vivemos momentos inesquecíveis, descobrimos e conhecemos imensas coisas. Entre elas, e foi provavelmente o que mais nos impressionou, foi ver tão poucas casas e população ao longo de 500 km viajados. Vocês podem julgar que é uma seca, no entanto garantimo-vos que não é. Há muito turismo, principalmente no Verão e a maioria da população islandesa concentra-se na capital de Reiquejavique. Basicamente, a liberdade é tão infinita que chegámos a ter a impressão que fazíamos parte do sublime panorama que nos rodeava. Um dos instantes mais notáveis da nossa viagem foi o privilégio de acampar mesmo ao lado da Skógafoss. É uma cascata que impõe pela beleza e grandiosidade que transmite. Por acaso foi uma noite em que choveu bastante, mas podemos dizer que nos sentimos seguros, bem acolhidos e totalmente favorecidos. Aqui há um respeito muito acentuado que abraça a natureza e naquela noite conseguimos finalmente sentir a relação que existe entre o ser humano e o ambiente. Foram umas horas de pura inalterabilidade que nunca poderemos esquecer. Estaremos eternamente agradecidos à Islândia pela oportunidade e a confiança que depositaram em nós.

Cascata Skogarfoss na Islândia.

Só estamos aqui há quase quatro meses e a Islândia ainda tem muito para nos contar. Recomendamos a experiência a todos aqueles que estão à procura de algo novo e desafiante; a todos aqueles que sabem que “the use of travelling is to regulate imagination by reality and instead of thinking how things may be, to see them as they are.”

 

Obrigada Ano Sabático. Voltaremos a contar com o vosso apoio na nossa próxima aventura: Austrália!”

Cláudia e Miguel

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