À Descoberta de Israel: 5º Dia

O Miguel decidiu que este verão seria dedicado à aventura e, por isso, anda a viajar por Israel. Passou por Tel Aviv, Jerusalém, Mar Negro, Haifa e Mar da Galileia e, para te contar tudo sobre estes destinos talvez menos visitados, vai fazer um “takeover” aqui no blog da Gap Year Portugal onde vai relatar as suas impressões neste país tão peculiar.

Dia 3

Hoje rumámos ao Mar Negro. Como o David conhece a zona, fomos de carro e passámos lá o dia, até porque a noite de ontem não permitia muito mais.

A geografia do Mar Negro é interessante, visto que o próprio, assim como o rio Jordão, forma o vale do Jordão, que separa Israel da Jordânia (Fun Fact: o vale constitui o ponto do mundo com menor altitude, situando-se em -400m). De facto, consegue ver-se claramente a Jordânia desde o lado israelita o que faz com que a paisagem seja absolutamente linda. Ainda mais linda quando os helicópteros israelitas sobrevoam a fronteira, acontecimento ao qual assistimos hoje. Eram uns 12 helicópteros, no mínimo; foi bonito, mas, ao mesmo tempo, deu para perceber que a zona é mantida sob controlo 24/7 – não é propriamente uma fronteira pacífica.

Chegámos ao destino, um absoluto oásis no meio do deserto com uns 10 hotéis no espaço dum quarteirão e “mergulhámos” no mar – não mergulhámos, efectivamente, flutuámos. Flutuar no Mar Negro é uma sensação única. A água é tão salgada – quando entra nos olhos é muito irritante, chorei durante 10 minutos, e mesmo o próprio ar é bastante denso pela evaporação de sais – que anula totalmente a força da gravidade. Aliás, deve ser mais ou menos a sensação que um astronauta tem quando sai de órbita, suponho. Mas, neste caso, fizeram-se sentir 51 graus e a água queimava na costa, coisa que não deve acontecer no espaço.

De qualquer das formas, as praias têm casa de banho, chuveiro, fontes e até cacifos. Como se não fosse suficiente, passámos a tarde num hotel literalmente a descansar e beber uns copos na piscina enquanto o sol orquestrava o dia.

Voltámos para Jerusalém aquando do pôr do sol e fomos para a noite. A quinta-feira é o dia de festa em Israel, visto que a sexta representa o Shabbat (que é o dia de descanso judio), portanto a quinta deles corresponde ao nosso sábado. As ruas do centro da cidade nova enchem-se de gente jovem, os soldados deixam as armas em casa e toda a gente festeja como deve ser. (In)felizmente não tenho fotos da noite de Jerusalém, mas vale muito a pena, sem dúvida.

Agora são 6 da manhã do dia 6 enquanto escrevo, acabado de comer ovos mexidos com pão pita cozinhados pelo Mustafa no hostel. A minha pele está limpa, brilhante e suave – nota-se claramente que estive no Mar Negro. Parece-me que dormirei como um bebé, mas a “noite” será curta – amanhã acordo cedo para ir a outro destino. Valerá a pena.

Vamo-nos mantendo em contacto!

L’chaim!

Miguel Sampaio Peliteiro

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