Erasmus: viver em Varsóvia

A Ana Ribeiro nasceu em Faro e é finalista do curso de Gestão na Católica Porto Business School.

Até ao dia em que o piloto disse “daqui a meia hora aterramos em Varsóvia”. às duas da manhã de uma segunda-feira, nunca pensou que o Erasmus fosse mesmo acontecer. Estava feliz na sua pequena bolha no Porto, com os seus amigos, família, e saídas – porquê mudar? Depois de tudo o que passou e de todas as aventuras que viveu, só consegue pensar – porque não mudar? Está muito mais aberta a passar alguns anos no estrangeiro e até mudou a forma como vê o seu próprio país e a sua cidade.

 


  • Onde estás a fazer Erasmus e porque é que escolheste esse sítio?

Fiz Erasmus em Varsóvia; escolhi essa cidade devido a várias recomendações de amigos e familiares.

  • Quais foram as tuas grandes dificuldades antes da partida?

Conseguir o meu cartão de débito sem taxas para a Polónia.

  • Como foi a tua experiência com o alojamento?

Eu encontrei o meu apartamento sozinha, depois de não ter sido aceite nos dormitórios da Faculdade. Encontrei um quarto só para mim, com mais quatro pessoas na casa, através de muita pesquisa em grupos do Facebook. Quando cheguei à Polónia uma colega de casa já estava à minha espera para me abrir a porta e entregar as chaves.

  • Como comparas o ensino daí com o português?

O ensino, provavelmente por serem cadeiras em inglês, era muito básico e em nada se comparava com o ensino superior que eu tive em Portugal. Baseava-se em slides (única fonte de matéria para os exames), curtas apresentações e exames finais.

  • Qual a melhor maneira de te deslocares dentro da cidade?

Definitivamente de metro e de tram. Um passe de estudante para um trimestre custa 20€.

  • Como geriste o teu dinheiro enquanto aí estiveste?

Grande parte da minha mesada ia para a renda, que eu aceitei ser mais alta por um pouco mais de comodidade. Durante a semana comia em minha casa ou em casa de amigos e ao fim-de-semana, por norma, comia fora, também com amigos.

  • Muitas pessoas aproveitam o Erasmus para conhecerem outros sítios. Por onde viajaste enquanto aí estiveste?

Não visitei muito a Polónia; apenas fui a Zakopane esquiar durante um fim-de-semana. Aproveitei para visitar a Eslováquia, a Hungria, a Áustria, e a República Checa.

  • Quais têm sido as tuas maiores dificuldades aí?

Sinceramente nunca senti dificuldade nenhuma, nem em termos de burocracia na Faculdade.

  • Como caracterizas as pessoas e a cidade?

As pessoas inicialmente são muito frias, não é normal cumprimentá-las ao entrar nos estabelecimentos. No entanto, fiz alguns amigos polacos e são como qualquer outra pessoa – muito prestáveis, simpáticos, e divertidos! Fazer amigos locais é óptimo para conhecer melhor a cultura e até os sítios menos conhecidos da cidade.

  • O que ver/fazer em Varsóvia fora do circuito turÌstico?

Definitivamente jogar Laser Tag, Bowling, e sair em discotecas no distrito mais alternativo: Praha.

  • Como é a vida nocturna?

Incrível! Há muitas discotecas que são demais, e são especialmente inesquecíveis quando há eventos Erasmus e conhecemos toda a gente dentro delas.

  • E para todos os estudantes que nos lêem, tens alguma sugestão de coisas/sítios baratos ou até gratuitos?

Não muitas pessoas sabem, mas o The Warsaw Rising Museum é gratuito ao domingo e é bom para ter uma noção da destruição que a 2ª Guerra Mundial causou na Polónia. Um sítio muito bom e escondido para começar a noite é o Pawilony, na famosa rua Nowy Swiat.

  • Conta-nos a tua melhor história maluca/divertida/espontânea que caracterize o espírito do Erasmus?

Bem, histórias há mesmo muitas. Uma vez fui numa “roadtrip” em que éramos cinco num carro a visitar quatro países. Uma portuguesa (eu), um australiano, um alemão, um italiano, e um egípcio. Em Budapeste fomos às termas, e eu conheci imensas raparigas que já se tinham conhecido no seu hostel. Os rapazes pediram-me para as convidar para o nosso apartamento (que alugámos via Airbnb) para jantar e beber qualquer coisa. O italiano fez carbonara para todos, e passado uma horita tínhamos uma festa enorme com 20+ pessoas num apartamento pequenino. A certa altura as pessoas do apartamento ao lado trancaram-se fora do seu apartamento e, como ouviram que estávamos em casa, vieram pedir ajuda para abrir a porta, mas quando viram a festa decidiram-se juntar a ela! De repente tínhamos uma festa enorme, conhecemos pessoas de todos os cantos do mundo (inclusive conheci uma pessoa da minha própria Faculdade!), rimos e caímos, e ficámos até de manhã apertadinhos naquele apartamento em Budapeste. Há coisas que não se planeiam.

  • Baseado na tua experiência, recomendarias esta cidade para fazer Erasmus?

Sim, definitivamente. … um destino incrível para Erasmus.

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