Da Europa ao Extremo Oriente | Serão os muçulmanos o povo mais hospitaleiro do mundo?

A Joana e o Tiago estão a viajar por terra de Budapeste até à Ásia. Lê as suas anteriores aventuras aqui: parte 1 | parte 2 | parte 3 | parte 4

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No quinto mês de viagem chegámos ao Bangladesh. Budapeste, a cidade onde tudo começou, parece já ter sido numa outra vida. Passámos por 12 países, centenas de pessoas, sofás de estranhos, muitas tendas montadas e desmontadas. Partilhámos com as pessoas grande parte dos seus dias, observámos a cultura, colocámo-nos à prova.

Em todas as viagens há sempre pequenos gestos e atitudes simbólicas que, passados dez anos, não esqueceremos. Positivas e negativas. Esta é uma delas: estávamos na Hungria e não encontrávamos host no Couchsurfing. Como era a vila histórica, nada de hostels. Esticar a nossa tenda era a solução óbvia, mas o parque campismo ficava a 5 km de distância. Começa a chover, ótimo. Passámos por uma casa com um terreno baldio ao lado, cumprimentámos o proprietário, explicámos a nossa viagem e perguntámos se podíamos colocar ali a tenda até à manhã seguinte. “Nei, nei”, responde.

A sair do Bangladesh e a fazer 5 meses de viagem

Turquia, Irão, Paquistão e Bangladesh. Quatro países muçulmanos onde apenas conseguimos acampar três noites. No total, estivemos quase três meses nestes países. Sempre que alguém nos via a montar a tenda vinha chamar-nos para ficar em suas casas. Muitas vezes só tinham uma cama e queriam dormir no soalho para que ficássemos mais confortáveis. Mandavam-nos fruta, ligavam passado três dias a perguntar se estava tudo bem. Com muitos deles ainda falamos. Nos dias que acampávamos, estranhos sorridentes acordavam-nos a oferecerem o pequeno almoço. A hospitalidade é tanta que, provavelmente, nunca conseguiremos esquecer muitos dos gestos que tiveram connosco.

A hospitalidade é uma imagem de marca do país. Sejam novos ou velhos, todos tratam de uma forma incrível os turistas.

São os países muçulmanos – vítimas de tanto preconceito – o ‘povo’ mais hospitaleiro do mundo? Ou somos nós, europeus, que, em alguma parte do nosso passado, nos esquecemos de como receber? Ou não é nada disto, e o turismo de massas não está a beneficiar nenhuma das partes? Não temos resposta, mas viajar é também isto: refletir, enfrentar os nossos dogmas, deixar cair preconceitos, crescer.

A nossa viagem vai continuar por mais alguns meses, e esperemos que este tsunami de novas perspectivas também.


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