Moldávia: Bilhetes de ida e volta

Em fevereiro, quando tudo começou, nunca pensámos que, meses mais tarde, estaríamos de malas feitas a caminho da Moldávia.

O destino, aliás a Universidade, juntou-nos com uma missão: criar um projecto inovador no mundo das viagens num destino que nos seria atribuído aleatoriamente. Dos seis envelopes em cima da mesa, escolhemos um deles. Já não havia volta atrás. Aquele ia ser o destino sobre o qual trabalharíamos nos próximos meses. Voltámos a folha e foi aí que soubemos: Moldávia.

Mosteiro de Hirjauca | Créditos: Leo Gerzon

O meu nome é Marta Cunha Grilo. Em tempos fiz parte da Gap Year Portugal e agora estou a terminar o meu mestrado de Jornalismo de Viagens, em Barcelona. É um mestrado diferente dos demais, uma vez que dura apenas 10 meses e tem como trabalho final um projecto sobre uma viagem. O meu grupo, Aclimatados, é formado por mais seis pessoas de vários países: Argentina, Chile, Colômbia, Espanha e México. Todos temos a viagem como paixão e, por isso, aqui estamos!

Na Universidade em Barcelona, depois da nossa primeira apresentação do projecto

No dia 28 de julho embarcámos rumo à Moldávia, um país quase tão jovem e até mais jovem do que alguns de nós; tem apenas 28 anos e é dos mais pobres e menos visitados de toda a Europa. Para se ter uma noção, o centro de turismo localizado na capital, Chisinau, não é apenas para a cidade, mas sim para todo o país.
Durante 13 dias percorremos este país e procurámos mergulhar na sua cultura. Aprendemos a cozinhar comida moldava e provámos quase todas as suas iguarias, visitámos duas bodegas de vinho (uma delas detém o recorde de segunda maior do mundo!), fomos a um casamento, visitámos um país dentro da Moldávia que não existe – Transnistria–, apanhámos as marsutkas (mini vans) para quase todo o lado, menos quando nos aventurámos pelas estradas moldavas com uma gigante carrinha de 9 lugares. Por detrás desta viagem não estava turismo, mas sim o nosso projecto: Bilhetes de ida e volta (Billetes de ida y vuelta).

Aprendendo a cozinhar Mamaliga, uma espécie de polenta, na casa Din Lunca, en Butuceni | Créditos: Leo Gerzon
Mercado Central de Chisinau | Créditos: Leo Gerzon

O livro Billetes de ida y vuelta propõe uma nova forma de conhecer um país, utilizando as imagens que surgem no verso das notas. Sempre que usamos dinheiro, fazemo-lo para pagar algo e muitas vezes não nos apercebemos de que temos um mapa da história e da cultura desse lugar. É o caso do Lei Moldavo. Cada uma das suas nove notas tem uma imagem diferente, desde o Parlamento, a importantes mosteiros e igrejas. Desta forma, passámos a nossa estadia na Moldávia não só a ter experiências e vivências locais, como a percorrer o país através das suas notas.

Viajar através de notas moldavas, o projeto dos Aclimatados | Créditos: Leo Gerzon

Agora chegou o momento de dar forma ao nosso projecto, de torna-lo real e tu podes fazer parte dele! Estamos a recolher fundos na plataforma Verkami e qualquer contribuição é bem-vinda e devidamente recompensada 😊
Segue o nosso projecto em @Aclimatados e se tiveres alguma dúvida, comentário ou sugestão, entra em contacto connosco!

 

Gapyear

gapyear

Test desc

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *