Da Europa ao Extremo Oriente | O 2º mês

A Joana e o Tiago estão a viajar por terra de Budapeste até à Ásia. Já entraram no segundo mês de viagem e hoje contam-nos sobre um país envolto em mitos e preconceitos – o Irão. 

Segue a viagem dos Partir Para Ficar no Facebook, no Instagram e no nosso blog. Os gappers vão partilhar connosco uma vez por mês as suas mais divertidas aventuras e descobertas.


O objetivo sempre foi muito claro: descobrir o nosso caminho terrestre para a Índia. Somos bem mais ambiciosos, mas esta é a nossa meta inicial. Se no primeiro mês fomos de Budapeste até à Turquia, no segundo passamos pelas esquecidas Geórgia e Arménia. No entanto, o destino seguinte era o que inquietava os nosso amigos e familiares: o Irão.

Todos nos repetiam que nada havia que ver ou fazer neste país, que era inseguro, que era lar de terroristas e que nada nos acrescentaria. Qual a origem destes preconceitos, perguntávamo-nos, enquanto crescia a vontade de visitar a antiga Pérsia. Até no momento em que fazíamos as malas repetiam-se as teorias do apocalipse.

Tanto não ligamos a todos os negros cenários que nos leram, que, quando atravessamos a fronteira do Irão, começamos logo a esticar os dedos. Não foram precisos cinco minutos para parar um carro. Íamos para destinos diferentes, mas fez o desvio de 100 quilómetros para nos deixar em Tabriz, o nosso destino. Não aceitou dinheiro. Nos dias que se seguiram, todos os que por nós passavam diziam-nos “Welcome to Iran, Welcome to Iran”. Muitos davam-nos fruta, outros comida. Éramos convidados para chás, para almoços e jantares. Por mais que insistíssemos, nunca nos aceitaram um cêntimo. Sempre que alguém nos via a tentar montar a tenda, corria na nossa direção a convidar-nos para as suas casas. Em vinte dias de Irão ainda só conseguimos usar a tenda duas vezes. Ah, já vos dissemos que nos sentimos tão ou mais seguros do que na Europa?

Não sabemos de onde vem o preconceito sobre este país: se existisse um prémio para o povo mais acolhedor, os Iranianos não só eram finalistas como goleavam todos os países ditos ocidentais. Lemos por aí que viajar é perceber que estão todos errados acerca dos outros países. Talvez seja verdade. Se não tivéssemos saído de casa para ver com os nossos olhos, ainda hoje olharíamos o mundo pelos olhos dos outros. Se tivéssemos acreditado nas tantas versões que ouvimos, tínhamos perdido um dos melhores meses das nossas vidas. E tu, com que olhos vês o mundo?


Contacta o nosso departamento de Apoio ao Gapper e esclarece eventuais dúvidas em apoio@gapyear.pt. Encontramo-nos pelo mundo. Até já!

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