A Dinamarca paga-te para estudar e trabalhar

O título do artigo chamou-te à atenção? Então “ouve” bem: a Sara tem 20 anos e neste momento está a estudar Engenharia Informática na Dinamarca. Para além do trabalho part-time que conseguiu arranjar, ainda recebe uma mesada só por estar a estudar. Fica a saber tudo sobre o percurso da Sara aqui 

I.

O que pretendo é mostrar como vive uma jovem emigrante longe dos seus, num país como a Dinamarca. Quero ajudar jovens leitores com dicas para estudar no estrangeiro que, como eu, estão ou estiveram em alguma altura sem saber o que fazer, sem ideia das possibilidades infinitas que têm, seja na Dinamarca ou em algum qualquer outro lado do mundo, porque, e ao contrário do que nos é dito pelos nossos pais ou professores, não existe um caminho certo para o sucesso ou para a felicidade. Está nas nossas mãos escolher o que se mais adapta a nós.

 

II.

Quando terminei o ensino secundário estava muito confusa. Isto deve-se talvez ao facto de o ensino em Portugal não nos dar a hipótese de explorarmos uma área específica ou realizarmos trabalhos práticos para descobrir o que mais gostamos. Tive então de fazer uma pausa na minha educação, uma vez que as candidaturas para a universidade não funcionaram como eu queria – e como poderiam, se não sabia que curso queria?

 

III.

Foi então que surgiu o meu gap year. Nesse ano, trabalhei por algum tempo em Portugal e mais tarde fui viver para Londres, onde, durante alguns meses, também trabalhei. Foi graças a estas experiências que conheci várias pessoas que me ajudaram a decidir o meu percurso profissional.

Ter vivido e trabalhado em Londres foi o catalisador para decidir que queria prosseguir os meus estudos no estrangeiro. Londres não foi a escolha para tal, uma vez que é um sítio muito caro e as propinas não ajudam.  Decidi então procurar um país que me acolhesse e me oferecesse as oportunidades que Portugal não me ofereceu…depois de alguma pesquisa, a Dinamarca chamou por mim.

 

IV.

O processo de candidatura foi o passo seguinte: enviei o meu CV, carta de motivação, carta de recomendação, diploma do secundário completo e um exame de inglês. Ao contrário do processo de candidatura em Portugal, na Dinamarca não são só as notas do secundário que têm peso, mas sim todo um processo qualitativo.

Em relação às aulas, adaptei-me muito depressa a esta nova realidade. As aulas são muito práticas e as matérias ensinadas são aprendidas resolvendo problemas reais que podemos encontrar no mundo do trabalho.

A minha universidade, Via University College, é muito moderna, tem um nível de ensino muito bom, excelentes salas de aula, áreas de convívio, bibliotecas e dormitórios para estudantes. Tem vários cursos em Inglês, pelo que há um ambiente muito multicultural.

 

V.

A segunda etapa consistiu em procurar uma maneira de ter dinheiro num país onde tudo é mais caro do que em Portugal. Depois de ter trabalhado como au-pair para uma família dinamarquesa, que me ajudou muito na minha adaptação, a sorte estava do meu lado – consegui encontrar um trabalho em part-time para estudantes que falassem português. O trabalho exige muita responsabilidade e compromisso da minha parte, dado que sou a responsável pela gestão do website português da Trendhim, mas também me permitiu adquirir conhecimentos e experiência numa área diferente daquela que estudo. Para além disso, permite-me ter total liberdade sobre a escolha do horário. Como se isto não bastasse, recebo um subsidio que o estado dá a estudantes trabalhadores, num valor aproximado de cerca de 740€ líquidos.

 

Em resumo, estudar no estrangeiro é uma experiência única, uma experiência que toda a gente deveria ter, nem que fosse apenas por um mês. É, sem dúvida, uma fantástica forma de ganharmos maturidade, alargarmos horizontes e, em suma, uma forma de crescermos, tanto no capítulo pessoal, como no capítulo profissional.

– Sara Nunes

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5 thoughts on “A Dinamarca paga-te para estudar e trabalhar

  1. Oi Sara, eu gostaria de ir para fazer um curso de inglês, intercâmbio de 3 meses. Vc acha que há possibilidades ? não vejo muitas informações sobre isso.
    Bjss, mt obg desde ja.

  2. Olá Sara! Estou a pensar em ir estudar para a Dinamarca no próximo ano e o que me assusta é mesmo o primeiro mês, pois caso não arranje emprego nos primeiros tempos, terei de suportar financeiramente os custos desse mesmo mês. Foi-te muito difícil arranjar emprego?
    Queria muito ir para Copenhaga, mesmo tendo em conta que é a cidade mais cara.
    Adorava que me pudesses dar dicas e ajudas 🙂 beijinhos

    1. Olá Marta! Sinceramente, tens que ter em conta os primeiros meses pois não são baratos é verdade e pode demorar alguns meses a encontrar trabalho mas assim que encontres trabalho compensa e muito e és capaz de pagar a tua “divida” facilmente. Eu arranjei trabalho antes de ir para a Dinamarca mas não posso garantir que tenhas a mesma sorte. Também se pensares que não tens que pagar propinas já estás a poupar. Qualquer outra duvida que tenhas não hesites em perguntar 🙂 Beijinhos

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