À boleia pela Europa September 18, 2016 gapyear Mais Recentes 1 Comment Após o Secundário não tive oportunidade de realizar um “GapYear” (nem sei se na altura já estava familiarizado com o conceito), mas, desde que entrei no Ensino Superior, que senti a necessidade de viver experiências e experimentar situações que me fizessem crescer enquanto pessoa, e consequentemente, enquanto aluno, porque, acreditem, estas experiências tornam-nos alunos mais conscientes da realidade que vivemos e com outra dinâmica. Foi com este “bichinho” pela aventura e pela ansiedade de conhecer “o outro”, e após outras experiências, que surgiu a ideia de uma volta à Europeia em boleia, ideia que, admito, já estava em processo de “maturação” à algum tempo o que permitiu torná-la mais consistente. Por outro lado, esta aventura surgiu num momento muito peculiar: umas semanas após o fim da minha licenciatura e o culminar de alguns projetos académicos e de um percurso numa ONGD, o GASNova… e ainda que tenha durado apenas cerca de um mês considero-a uma experiência ao estilo “Gap Year”. Assim, queria fechar um ciclo com esta aventura, sair completamente da minha zona de conforto, desmistificar alguns preconceitos e mitos e deixar-me à mercê do inesperado e da aventura.No fundo, mais do que conhecer locais, queria conhecer pessoas, experienciar o verdadeiro sentimento de gratidão e de solidariedade numa Europa que tem vindo a sofrer inúmeros ataques à sua estabilidade. Toda esta motivação foi alimentada por três anos de estudos em Serviço Social. Estava consciente dos eventuais riscos da aventura mas acreditem que o mais importante é não deixarmos que o medo nos paralise e, muitas vezes, o maior medo reside em nós e na incapacidade de darmos o primeiro passo. “On the Road” a caminho de Nice 44 boleias e 8 países Ao longo de 3 semanas, eu e um amigo, o Ricardo Noronha, percorremos 8 países, num total de 44 boleias e vivemos estórias que nos permitiram crescer em vários aspectos e que, certamente, nos permitirão encarar futuros desafios com “outros olhos”. Tal como disse, um dos objetivos desta aventura era o de experienciar a solidariedade humana, e acreditem que ao longo desta jornada fomos surpreendidos pela generosidade alheia e isso é das experiências mais genuínas e gratificantes que se pode viver, ao nos oferecerem comida ou até um chapéu, ou quando, por exemplo, o Bob, inglês que passava uns dias no Algarve nos levou de propósito, repito, de propósito, de uma estação de serviço perto de Faro até à fronteira de Espanha, logo no primeiro dia de aventura ao sair de Lisboa! Relativamente ao alojamento, chegámos a dormir na rua em Sevilha e a acampar em Nice, mas na maior das vezes fizemos uso do Couchsurfing, que nos permitiu conhecer outros jovens e vivermos momentos de convívio bastante especiais. Aproveito assim para vos deixar dois momentos marcantes que possam servir de inspiração para todos os que assim desejarem partir para uma aventura, por mais curta que seja… Um dos momentos que mais guardamos foi quando, a caminho de Génova, encontrámos a Anna, italiana que nos deu boleia. A meio da viagem, a Anna convidou-nos para ir visitar uma vila medieval italiana, munidos pelo espírito de adrenalina e aventura, acedemos ao convite e acabámos a visitar uma vila fantástica e a almoçar numa comunidade hippie onde nos ofereceram pizza e vinho caseiro. Com o Aasis, um nepalês, nosso “host” que nos mostrou a bonita cidade de Gent de bicicleta Lidámos também com a superação de desafios quando após um dia de boleias, no qual pretendíamos sair de Génova com destino a Lausanne, eram cerca de 18h e ainda nos encontrávamos em Torino, a cerca de 3 horas de Lausanne… sabendo que a noite se aproximava e era mais perigoso apanhar boleias de noite, quando já pensávamos em acampar naquela estação de serviço, encontrámos o Luigi, moldavo que trabalha na Suiça à dois anos e que nos deixou literalmente à porta de casa em Lausanne. Relativamente a custos, e sei que este é dos “pontos” mais sensíveis, ao longo dos 28 dias, gastámos pouco mais de 250 euros, sendo que, uma boa fatia deste orçamento se destinou ao voo de regresso (a partir de Bruxelas) e a uma boleia paga. Para alimentação, sempre que podíamos, cozinhávamos e íamos sempre aos supermercados ou aos mercados locais. O couchsurfing é uma boa forma de alojamento sem custos, mas mais importante, uma óptima oportunidade de conheceres pessoas e viveres com locais, e acredita que isso será das maiores experiências na tua aventura e onde trarás as melhores histórias! Jantar com jovens italianos em casa do nosso “host” no couchsurfing Por – Afonso Borga ” “Quase” licenciado em Serviço Social – irá concluir o estágio no Brasil durante este ano – este jovem de 21 anos assume-se como um sonhador, autodidacta e um irrequieto por causas sociais. Foi voluntário numa ONGD, o GASNova, onde integrou projetos de voluntariado numa comunidade cigana e em S.Tomé e Príncipe. É cronista no P3, músico (trompa de harmonia e ukulele) e voluntário na Terra dos Sonhos. Nos tempos livres gosta de praticar Padel e ler biografias de pessoas que o inspiram.“ – Ricardo Noronha “ Encontra-se no 5º ano de Medicina com 22 anos porque sempre pensou ter uma profissão que lhe permitisse “tentar” ajudar os outros. Um dia, um amigo mostrou-lhe que teria a possibilidade de fazer voluntariado , e aí começou o seu percurso na área do Voluntariado com a ONGD GASNova, onde integrou um projecto numa comunidade cigana em Portugal e uma missão internacional em Moçambique. Para além da faculdade e do GASNova, gosta de praticar desporto, estar com os amigos e divertir-se, mas as suas grandes paixões são sem dúvida tudo o que tenha mais de 2 rodas e um motor, sendo este último opcional e tentar aproveitar a vida ao máximo , assim como mergulhar de cabeça em todas as aventuras e desafios. “ Tweet gapyear Test desc