Pelos treks de Sapa, Vietname April 23, 2016 marta.grilo Mais Recentes Leave a comment O período de intercâmbio em Macau estava prestes a terminar. Mas, para Carolina Silva, estudante de 20 anos, a viagem não ia ficar por aqui. Um pequeno mochilão pelo sudeste asiático avizinhava-se e o Vietname era o quarto destino. Depois de uns dias em Hanoi, na capital, juntamente com mais três amigos partiram à aventura por um trekking em Sapa, uma localidade perto da fronteira com a China. Fazer o famoso trekking em Sapa, no Vietname, já estava nos vossos planos desde o início? O trekking de Sapa já estava nos nossos planos. Nós estávamos Hanoi, num hostel, e falámos com pessoas que já o tinham feito. Lá, deram-nos todas as informações de que precisávamos e, uma vez que o hostel de Hanoi também tinha um em Sapa, fizemos logo a reserva e marcámos o autocarro até Sapa. A viagem demorou cerca de 5 horas. Como é que te preparaste para uma caminhada de dois dias? O preparo foi básico. Quanto menos coisas levasse melhor, pois a caminhada seria feita de malas às costas. Levei roupa confortável, umas leggings e uma t-shirt e, para o frio, os casacos da The North Face – muito famosos no Vietname -, e umas botas confortáveis para caminhar. Fizemos o trekking numa excursão de grupo com um guia, isto porque, sem ele, era muito fácil de se perder. A nível de comida, não tivemos direito a muito. O almoço era dado pelos guias num sítio já meio preparado para nos receber e era à base de sandes de bacon e ovos cozidos. Todo o grupo ajudou a cozinhar o jantar. Uns cortavam batatas, outros cebolas. Ficámos bem alimentados e, claro, para beber tínhamos a famosa Happy Water, uma bebida caseira alcóolica feita à base de vinho de arroz Para uma pessoa que não está habituada a fazer este tipo de caminhadas, qual foi o momento mais difícil para ti? O momento mais difícil para mim foi no segundo dia, quando o cansaço já se estava a acumular. O caminho era bastante íngreme e o sol também não estava a ajudar. Cheguei a sentir-me com falta de ar! As condições do solo nem sempre eram as melhores porque os caminhos, por vezes, estavam cheios de lama, eram íngremes e estreitos. O caminho é feito no meio de natureza, certo? Onde é que vocês dormiram? O caminho era todo no meio da natureza, onde os habitantes passam também para se deslocarem. A noite foi passada na casa de uns locais, ao lado de uma escola. A casa já estava preparada para receber os grupos que fazem o trekking por lá, motivo pelo qual todos nos tínhamos uma cama para dormir. E tinham comida para os dois dias? Sim, tivemos sempre as refeições importantes do dia. Os nossos almoços foram sempre sandes, e o jantar e o pequeno-almoço do dia seguinte foram confeccionados na casa dos locais. Qual foi o melhor momento da caminhada? Os melhores momentos da caminhada, para mim, era quando já estava super cansada e achava que não conseguia andar mais e, de repente, olhava à minha volta e tinha uma paisagem tão linda que me apercebia de que valia a pena o esforço. O contacto com os locais foram momentos para não esquecer. Tínhamos um grupo de mulheres que nos acompanharam e nos ajudaram a passar pelos caminhos mais difíceis no primeiro dia. Apesar disso ter sido feito para nós comprarmos alguma coisa no final, ajudaram-nos de coração cheio e com um enorme sorriso. No final, foi com todo o gosto que lhes comprei lembranças para nunca me esquecer de toda a ajuda que nos deram. Afinal de contas, se não fossem elas o caminho, o caminho tinha sido muito mais difícil. Durante a caminhada todos criámos ligação com ela. Cada uma escolheu uma pessoa do grupo, como se nos tivessem adoptado ou nós a elas. Fiquei bastante comovida quando a senhora que me acompanhava pegou numa folha e fez um coração para mim. A noite também foi bastante engraçada. O nosso guia, na hora do jantar, estava bastante entusiasmado a beber a Happy Water em shots e a distribuir por todos. Resultou numa grande risada e, no final do jantar, foi afastar as meses e dançar. Tweet